A revolução do Evangelho.

Pregador: Pr. Tomaz de Aquino

(Mateus 9:14-17)

500 anos da Reforma Protestante.

Em 1517 Lutero lança as bases da reforma como conhecemos pregando as suas 95 teses na Igreja do Castelo de Wittenberg.

Antes dele houve outros reformadores que não tiveram sucesso, pois o ambiente do tempo em que viviam não lhe foi favorável para assimilarem as propostas que eram ainda mais radicais do que as de Lutero – Há tempo para todo propósito.

A igreja gozava de muito poder, controlava além da religião, a politica, a economia e a ciência. No tempo dos primeiros reformadores a igreja ainda era suportada pelos governantes, mas já aconteciam muitas mudanças na Europa (sociais, econômicas, culturais), e a igreja resistia a toda mudança.

Cientistas perseguidos: Copernico, Keple, Descartes, Galileu, Willian Tyndale e Giordona Bruno que foi queimado.

No tempo de Lutero já era insuportável o poderio da igreja. Os governos já ansiavam por uma libertação do legalismo e do controle dos pesados impostos cobrados.

Para manter seu poder era necessário oprimir o povo pelo medo, pelas indulgencias, pela perseguição, pela inquisição (uma espécie de defesa da fé contra os hereges).

No século XVI a igreja católica teve seu poderio politico, religioso, econômico e cientifico contestado. Ela se afundava em seu poder. Quanto mais poder institucional menos poder espiritual. Havia uma crise institucional e moral não mais suportada pelo povo. A cobrança das indulgencia era para construir a basílica de São Pedro.

É quando entra em cena Lutero, um monge alemão, professor de teologia na Universidade de Wittenberg. Mesmo como teólogo e religioso começou a ser afligido por uma pergunta em seu coração: se o coração da pessoa é governado pelo pecado, como pode esperar salvação diante de Deus? Procurou resposta nos jejuns, nas obras, na autoflagelação, mas não encontrou. Continuava sem paz com Deus o que o levava ao desespero.

Intensificando seus estudos na Bíblia descobriu que não há como alguém merecer o favor de Deus por causa de alguma coisa que faz; que a única forma de alguém obter o favor Deus é através da fé em Jesus Cristo; que é através da fé em Jesus que os pecados são perdoados por Deus. Este entendimento, conhecido como a doutrina da justificação pela fé, tornou-se um dos pilares do pensamento religioso de Lutero.

Lutero se revolta contra o que o clericalismo da igreja, contra as indulgencias, as penitencias, contra a autoridade papal e seu questionamento resultou no que conhecemos como as 95 teses de Lutero. Com essas 95 teses, Lutero lançou o que chamamos hoje de a Reforma Protestante quando pregou suas teses na porta da igreja onde muitas vezes pregara.

A reforma proposta por Lutero seria útil, pois eram libertadoras para os governos que se submetiam a igreja católica da época, dai serem aceitas prontamente.

Tal reforma teve seus méritos, ela libertou a ciência, porém o maior deles foi possibilitar que a Bíblia chegasse nas mãos do povo, pois até então só o Papa tinha autoridade para interpretá-la e a leitura era restrita aos estudiosos intelectuais da igreja.

No entanto não houve uma volta ao evangelho, houve uma reforma sobre as bases antigas. Reforma é maquiagem sobre o antigo. Houve um avanço, mas não o suficiente.

Voltando ao Jesus, mas de 1500 anos da reforma. Jesus não propôs uma reforma no judaísmo, mas sim o vinho novo em odres novos.

Ele não usou nenhum dos elementos do judaísmo. Não fez sacrifícios de animais, o templo seria derrubado, não submeteu sua vida aos sacerdotes, pois eles é que o perseguia, o sábado era menos importante que o ser humano. Jesus não usou nem mesmo o óleo que preferido hoje pelas igrejas como elemento sagrado.

A reforma não voltou ao evangelho.

Hoje não queimamos ninguém na fogueira da inquisição, mas as queimamos na fogueira do ódio, da intolerância, do preconceito, da violência, do desamor.

Não cobramos mais as indulgencias anunciando que ao darem as almas saem do purgatório. Cobramos ofertas prometendo ganhos pessoas a quem der. Reeditamos assim as indulgencias e as tornamos contemporâneas.

Não somos o povo da reforma, somos o povo da volta ao evangelho.

Voltar ao evangelho é voltar às boas novas, é voltar ao poder que salva, é voltar a misericórdia quero e não sacrifício. É voltar ao perdoar que nos ofende, é deixar de ser juiz, é amar o outro, é abortar o preconceito, a intolerância, o odeio e a violência. É dar a outra face, é não devolver o mal com o mal.

Nosso chamado é para seguir a Jesus. Ele iniciou uma revolução a partir de gente transformada.

A proposta de Jesus era uma mudança radical, uma revolução.
É o novo nascimento – Com Jesus tudo se fez novo (2 Co 5:17; Col 3:10).
Com Jesus não há reparo na vida, não há maquiagem. Há transformação total.
É tudo a partir do zero: Morrer para viver.
Odres novos não são novas estruturas eclesiásticas, mas uma nova estrutura interior para suportar o evangelho.

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