A paternidade de Deus (Isaías 30) – Pr. Tomaz de Aquino

Isaías foi um profeta cujas profecias advertiam o povo do iminente cativeiro e os chamava ao arrependimento.

Deus chama Israel de “filhos obstinados”, por três motivos básicos:

Planos – Executavam planos que não eram de Deus. “Muitos são os planos do coração do homem, mas o que prevalece é o propósito de Deus”.

Jesus sabia que sua comida era fazer a vontade de seu Pai. Jesus não era perturbado pelo sucesso. Ele sempre se mantinha no plano – “O meu reino não é deste mundo”.

Acordos – Tomam decisões sem consultar a Deus. Israel fez alianças com povos que antes lhes fora dito que não se aliasse – “que comunhão tem a luz com as trevas?”.

Julgo desigual não se trata de um crente com um não crente, mas união para qualquer fim de pessoas com princípios de vidas diferentes.

Proteção – Buscam proteção em quem não os protege ou em quem já os oprimiu – “Se o Senhor não vigiar em vão vigiam as sentinelas” (Sl 127:1).

Salmos 59:16 – “Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia”.

Hoje muitos chamados crentes buscam proteção em outros homens – “Maldito o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força..” (Jer 17:5).

A obstinação se manifesta pela rejeição da instrução do Senhor, não buscam quem conhece a Deus, não querem conhecer o certo, apenas quem lhes fale coisas agradáveis (v,9,10).

O produto da obstinação contra Deus é algo frágil que pode ruir a qualquer momento (v,13-14).

No arrependimento e no descanso está a salvação (v,15).

Na confiança está a sua força.

A marca da paternidade de Deus

Mas ainda que façamos tudo errado e porventura soframos as consequências do erro, Deus espera o momento para ser bondoso para conosco, o momento de nos mostrar a sua compaixão (v,18).

Deus é o Pai que nunca abandona seus filhos.

Embora sejamos castigados a voz que clama em nossos ouvidos não é a voz da condenação, mas sim o anuncio do caminho de volta (v,20-22).

Assim como o cativeiro de Israel quebrou a sua confiança em si mesmo, as dores da vida são usadas por Deus para que voltemos a confiar apenas nele. Deus é Pai.