Filhos pródigos do mesmo Pai. (Lc. 15:11-32). Pr. Tomaz de Aquino.

Esta é a história de um Pai e seus dois filhos pródigos. Dois filhos que se afastam do pai, um saindo de casa, o outro dentro de casa mesmo.

Filhos pródigos são aqueles que não suportam viver sob a graça do Pai e por isso se afastam dele.

O mais moço o faz literalmente, enquanto que o mais velho se afasta colocando entre eles a religiosidade.

O filho mais moço

A graça do Pai o incomoda e prefere viver sob sua própria gerencia e sai em busca de viver com os recursos do Pai ao seu modo.

Este tipo de filho pródigo pede a herança antecipada.

Ele não quer receber do Pai a porção diária quer logo tudo de uma vez.

Ele quer ter tudo na mão, quer administrar por si mesmo como se tudo fosse dele. Ele quer administrar a graça do Pai, ele não quer viver com os bens do Pai sendo administrado pelo próprio Pai.

Querer a parte da herança é admitir como seus e provenientes de si mesmo, seus dons, capacidades, sucessos, realizações. É admitir que tudo vem de si mesmo (1 Cr. 29:14).

Quem vive assim um dia descobre que recursos do Pai fora da presença do Pai acabam rápido, pois está desligado da fonte que o mantem.

O filho mais velho

A graça do Pai o incomoda também, pois tem tudo a disposição e nada usa. Ele está também afastado do Pai.

Ele trabalha por reconhecimento. Esperam receber coisas do Pai para fazer demonstrações diante de amigos.

Este tipo de filhos pródigo não suporta a bondade do Pai prefere que Ele seja mais rígido do que amoroso, mais punidor do que perdoador. Prefere manter uma imagem a respeito de Deus dentro de si, mesmo equivocada, do que descobrir que Ele é bom, que Ele é amor, que é misericordioso e compassivo.

Este vive de trabalho forçado, cumprimento de ordens ou mandamentos a fim de receber beneficio. Ele adere às barganhas. Ele não usa nada e culpa o Pai.

Lições a serem aprendidas:

1. Filhos pródigos também são aqueles que sabem reconhecer suas falhas e voltam ao convívio do Pai. Por isso são filhos. Se não volta não é filho.

2. O Pai tanto quer que aproveitemos o que está à nossa disposição, quanto coloca o que tem a serviço da festa dos que voltam, mesmo depois de ter desperdiçado tudo.

3. Os bens do Pai não se esgotam mesmo quando os estragamos com nossos erros.