O crescimento do cristão sob a influência do Espírito Santo. (Lucas 2:40;52). Pr. Glaber Leitão.

Crescer faz parte da vida, mas crescer de forma equilibrada depende de como a gente lida com a vida. Nem tudo cresce de forma saudável. Infelizmente há casos em que a morte antecipa o crescimento. Santo Agostinho afirmou: “Nem tudo cresce, mas tudo morre”.

O maior exemplo de crescimento equilibrado vem de Jesus, porque seu crescimento envolvia todas as áreas da vida: Física, mental e espiritual. Como discípulos de Jesus, somos desafiados a crescer nos moldes como Jesus cresceu, mas a realidade de hoje, são igrejas cheias de cristãos evidenciando crescimento totalmente deformado.

Uma das áreas que mais temos descuidado no nosso crescimento, e que é fundamental para sermos identificados como cristãos, é a área espiritual. E mais especificamente temos descuidado da nossa relação com o Espírito Santo.

A essência da mensagem de Jesus para seus discípulos era que eles crescessem e tornassem como Ele é. E uma vez sendo como Ele, teria a mesma identidade Dele e também do Pai. Aqui reside a essência da vida cristã e da vida dos verdadeiros discípulos de Jesus: Ser semelhante a Cristo.

E este é o grande dilema das pessoas que querem estar com Jesus; porque este desafio significa ser muito mais do que um simples seguidor. Crescer para ser como Jesus, na verdade exige: Jogar fora a velha identidade (II Co.5:17), negar-se a si mesmo (Mt.16:24), abandonar a vã maneira de viver (I Pe.1:18) e viver na dependência plena do Espírito (Ef.5:18). Quem melhor entendeu isto foi o apóstolo Paulo ao afirmar: “Já não sou eu quem vive mais Cristo vive em mim…”.

Mais do que o dilema de se tornar como Jesus, é saber como Jesus é, qual a sua identidade. E aqui mora o engano e cegueira que satanás tem gerado no meio da igreja, especificamente nos líderes. No geral, tudo que a igreja faz hoje para se parecer com Jesus é o inverso do que Jesus fez, revelado nos evangelhos: A igreja prega prosperidade, Jesus diz para não ajuntar tesouros na terra; a igreja prega punição dos erros, Jesus ensina misericórdia; a igreja exclui os diferentes, Jesus acolhe os rejeitados; a igreja ditas regras e normas para alguém se tornar cristão, Jesus diz que basta ao servo ser como seu Senhor. A igreja prega a busca das bênçãos, Jesus incita a se buscar em primeiro lugar o reino de Deus. A igreja enaltece a justiça divina, Jesus faz do amor e do perdão de Deus a base da sua mensagem; a igreja enfatiza a condenação dos pecadores, Jesus enfatizada a graça e o perdão. A igreja faz os cristãos acreditarem que os problemas na terra acabarão; Jesus afirma que no mundo teremos aflições.

A identidade de ser filho de, define quem somos, revela nossa origem, mostra as características que nos torna parecidos com Aquele que nos gerou. Foi por isso que Jesus afirmou categoricamente: “Eu e o Pai somos um”; “Quem vê a mim vê o Pai”; “Sede santos como eu sou santo”.

No processo de se tornar como Jesus, é fundamental que o discípulo se identifique com Cristo da mesma forma como Ele se identificava com o Espírito Santo.

A relação de Jesus com o Espírito Santo incluía um envolvimento permanente durante toda sua vida na terra, do começo ao fim:

O Espírito estava na encarnação de Jesus e na sua vinda à terra, ou seja, foi o agente executivo na encarnação de Jesus (Lc.1:35).

Jesus foi ungido pelo Espírito antes de iniciar seu ministério e missão na terra (Lc.3:21-23/Lc.4:1,18/At.10:38). Obs.: Recebeu primeiro de Deus, para depois realizar na terra.

O próprio Espírito foi quem conduziu Jesus ao deserto para ser tentado pelo Diabo (Lc.4:1,2). Jesus foi provado, aprovado e fortalecido pelo Espírito para o exercício do seu ministério.

Tudo que Jesus realizava e falava era pela influência e presença plena do Espírito Santo (Mt.12:28/Lc.10:21/Jo.3:34).

Jesus foi ressuscitado/vivificado pelo Espírito (I Pe.3:18).

A relação de Jesus com o Espírito Santo era de dependência plena na realização de sua missão na terra. Agia sob o influxo permanente do Espírito Santo (Lc.4:18,19).

Observação: Foi ungido para pregar boas novas; enviado para proclamar libertação dos cativos e oprimidos, recuperar a vista dos cegos e proclamar a graça de Deus.

Ter a mesma identidade de Cristo implica em submeter-se e viver sob a influência do Espírito Santo, de tal forma que Jesus seja glorificado em e através de nós (Jo.16:12-15).